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René Schérer e a filosofia da educação: primeiras aproximações

Silvio Gallo

RESUMO: Este artigo efetua um “sobrevoo” (no sentido conceitual de Deleuze e Guattari) sobre a obra do filósofo francês contemporâneo René Schérer com o objetivo de procurar os traços ali presentes de uma Filosofia da Educação. Elege três eixos ou pivôs na heterogeneidade da obra: a problematização da infância; uma política da hospitalidade; o anarquismo como marca de um pensamento aberto, rebelde e inovador, para, a partir deles, traçar os contornos desta Filosofia da Educação. Apresenta a noção de “dispositivo pedagógico”, que promove uma infantilização das crianças. Na contramão desse processo, o filósofo propõe uma “infância maior”, que se afirma por si mesma, sem tutelas. Ema Filosofia da Educação pensada neste registro só pode ser tomada como abertura, expressão de um pensamento errante e anárquico, sem princípios (fundamentos) e sem transcendência. A proposta de uma educação que não seja pura condução, mas um “caminhar junto” com as crianças.

Palavras-chave: Filosofia da Educação. René Schérer. Dispositivo pedagógico. Infãncia. Devir-criança.


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